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Repórter: Williamis Tavares
Para não dizer que a corrupção política não está polarizada apenas em Alagoas, analisemo-la num contexto nacional. Afinal de contas, escândalos envolvendo parlamentares brasileiros nunca estão em extinção.
Lugar para esconder dinheiro público sempre há, seja na meia, no bolso da calça. Alguns vão até as partes mais longínquas, ao chegar a esconder dentro de suas próprias cuecas. Depois, simbolizam seu agradecimento pérfido através de orações feitas ao "deus" deles, que não sabemos ao certo quem é. Para quem não acompanhou as notícias na mídia nacional, me remeto ao "exuberante" exemplo que nos deram o governador de Brasília, Arruda e seus companheiros políticos, ao exporem o que verazmente eles fazem com as verbas públicas.
São exemplos indeléveis e infindáveis na política brasileira, parecidos ou até mesmo piores do que este, que nos provoca e torna-nos céticos quanto ao que é promessa feita em palanques de forma eloquente e voraz, sem medo de granjear possíveis e fiéis eleitores.
Para o filósofo grego Platão, que foi o seguidor de Sócrates, homem que estigmatizou a história filosófica, todo político deveria ser obrigatoriamente um filósofo. Talvez se ele existisse em nossos dias mudaria essa sentença assim: "sem filosofia eles já são tão perspicazes na arte de enganar, imagine-os com o domínio dela!".
Falácia na política do Brasil é um fato perseverantemente iminente. Quando nutrimos pensamentos de que o país está entrando num processo de transição política e social, somos contemplados com mais casos de conspirações contra a nossa sociedade, que se distancia vertiginosamente do que os "coronéis" chamam de democracia.

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